A MGA cancela a licença do Grupo Winzon
A Autoridade de Jogos de Malta cancelou a licença do Winzon Group Limited devido a falhas de conformidade, emitindo multas, ordens de reembolso e obrigações rigorosas - uma medida que pode indicar uma aplicação mais rigorosa em todo o mercado de jogos de Malta.

A MGA actua contra o Grupo Winzon
A autoridade reguladora confirmou a decisão em 7 de abril de 2026 - embora esta se aplique antes. De acordo com os registos, a anulação da licença produziu efeitos a partir de 11 de março de 2026.
As autoridades afirmaram que a ação se seguiu a violações das regras de conformidade do jogo. O caso parece estar relacionado com falhas repetidas - embora os pormenores permaneçam limitados. A medida mostra uma supervisão firme em ação.
Ordens emitidas para proteger os jogadores
A autoridade deu instruções à empresa para notificar todos os jogadores afectados. Os avisos devem ser enviados por correio eletrónico e afixados nos casinos. Este processo terá a duração de 30 dias, dando aos utilizadores tempo para agir.
A Winzon deve também devolver sem demora todos os fundos legítimos dos jogadores. As autoridades reguladoras exigem provas claras, incluindo relatórios de transacções e extractos bancários. Estes registos devem mostrar que os fundos chegaram aos jogadores corretos.
As regras de tratamento de dados mantêm-se em vigor apesar da perda da licença. A empresa deve respeitar a sua política de privacidade e a legislação aplicável em matéria de dados. Deve também explicar claramente como é que os dados dos jogadores serão tratados.
Sanções financeiras e pressão legal
O regulador delineou várias sanções financeiras relacionadas com o caso. As taxas pendentes totalizam 46 693 euros, abrangendo pagamentos de licenças e de conformidade.
As coimas administrativas também atingiram 147 080 euros devido a múltiplas infracções. Estas sanções seguem o Gaming Act de Malta, que prevê multas por infração. Podem ser aplicadas coimas diárias adicionais se os problemas persistirem. As principais acções financeiras incluem:
46 693 euros em taxas regulamentares não pagas
147 080 euros em sanções administrativas
Possíveis coimas diárias por infracções contínuas
A autoridade alertou para o facto de poderem seguir-se outras medidas legais, caso os pagamentos não sejam efectuados. Isto sugere que a questão poderá evoluir para além da ação regulamentar.
Contexto mais alargado - uma mudança no mercado de Malta
O caso surge num momento em que Malta continua a remodelar o seu sector do jogo. As novas alterações fiscais e do IVA deverão ter início em outubro de 2026. A aplicação da lei pode estar a ser reforçada a par destas reformas. Ao mesmo tempo, o mercado está a mudar para a atividade B2B. Dados recentes mostram que 87,5% das novas licenças no início de 2025 eram B2B. Estas empresas representam agora mais de metade de todas as licenças.
Esta tendência reflecte um menor risco, uma vez que as empresas B2B não lidam diretamente com os operadores. As entidades reguladoras podem considerar este modelo mais fácil de gerir e controlar. Por conseguinte, o caso Winzon pode apontar para uma direção mais ampla. Uma única decisão - mas possivelmente parte de uma mudança maior.
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