A autoridade reguladora do Ontário ataca os fornecedores de conteúdos de iGaming em sítios não licenciados
O mercado do iGaming no Ontário enfrenta novas pressões após a aplicação de coimas a dois fornecedores. O caso suscita preocupações quanto ao controlo, às regras e à segurança dos jogadores no sector do jogo regulamentado.

A AGCO aplica coimas a dois fornecedores
A Alcohol and Gaming Commission of Ontario - Comissão de Álcool e Jogos do Ontário - aplicou uma coima à Relax Gaming e à Arrise Solutions. Cada empresa deverá pagar C$40.000.
O regulador afirmou que os seus jogos apareciam em sítios de casino não licenciados. Estes sites ainda estavam disponíveis para os utilizadores do Ontário. Ambos os fornecedores estão aprovados para o mercado regulamentado, mas só podem servir operadores licenciados.
A AGCO afirmou que este facto infringia regras claras em matéria de fornecimento. O caso mostra até que ponto o sistema se tornou rigoroso.
Como ocorreu a infração
Uma investigação encontrou jogos de ambos os fornecedores em sítios não licenciados. Estes sítios funcionavam fora do sistema regulamentado do Ontário. Ambas as empresas removeram o acesso assim que tiveram conhecimento do problema. Também colaboraram com o regulador durante a investigação.
Mesmo assim, a AGCO aplicou coimas. Segundo a AGCO, a aprovação implica a responsabilidade total pelo controlo dos conteúdos.
Preocupações com a segurança dos jogadores
A AGCO advertiu que os sítios não licenciados criam riscos para os utilizadores. Estes sítios não cumprem as regras de proteção do Ontário. Karin Schnarr, CEO e registadora, disse que os jogadores podem sofrer danos reais. Segundo ela, os casinos não licenciados não garantem jogos justos nem levantamentos seguros.
Além disso, os utilizadores podem perder o acesso ao apoio em caso de litígio. Esta situação enfraquece a proteção dos jogadores. Quando os jogos regulamentados aparecem fora do sistema, o risco aumenta, afirmou.
Principais riscos destacados pelas autoridades reguladoras
Não há garantia de resultados justos nos jogos
Possíveis atrasos ou levantamentos bloqueados
Ausência de um forte apoio aos utilizadores em caso de litígio
Tendência de aplicação mais alargada
O Ontário não está a agir sozinho. Outras entidades reguladoras estão a tomar medidas semelhantes contra os fornecedores. A Swedish Gambling Authority também aplicou coimas nos últimos meses. Estes casos envolvem conteúdos que aparecem em sítios não licenciados.
Por exemplo, a Spribe recebeu uma pequena coima em fevereiro. A Quickspin foi objeto de uma coima mais elevada, no valor de SEK650 000. A Kalamba Games e a EGT Digital Gaming também foram objeto de coimas.
Pressão crescente sobre os fornecedores
O caso de Ontário mostra a crescente pressão sobre os fornecedores de iGaming. Estes têm de controlar permanentemente onde aparece o seu conteúdo. Mesmo uma curta exposição em sítios ilegais pode dar origem a coimas. Isto aumenta a necessidade de melhores sistemas de controlo.
As entidades reguladoras esperam agora uma ação mais rápida e um maior controlo. Consequentemente, os fornecedores enfrentam uma maior responsabilidade nos mercados regulamentados. A mensagem é clara - a conformidade já não é opcional, mesmo em pequenas lacunas.
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